Finlândia faz maior reunião de pais e professores do mundo para planejar educação do futuro

CRÔNICAS DA ESCANDINÁVIA

Claudia Wallin, para a BBC Brasil

Os novos tempos exigem uma nova escola: o diagnóstico vem da Finlândia, que continua a inovar a forma de pensar o ensino mesmo depois de já ter conquistado um dos mais celebrados modelos de educação pública da atualidade – e onde escolas privadas virtualmente não existem.

A meta agora é envolver os pais em um amplo debate sobre a agenda de reformas que os finlandeses acreditam ser necessárias para preservar o nível de excelência do ensino público nos próximos anos.

E para isto, nesta quarta-feira a Finlândia vai realizar simultaneamente, nas escolas públicas de todo o país, o que está sendo anunciado como a maior reunião de pais e professores do mundo.

“O mundo está mudando, as escolas precisam mudar, e o diálogo com os pais é crucial neste processo, uma vez que eles podem desempenhar um papel significativo na evolução da escola”, diz à BBC Brasil Saku Tuominen, um dos organizadores do evento e diretor do projeto HundrEd, criado na Finlândia para identificar e compartilhar inovações educacionais em todo o mundo.

Os finlandeses já se perguntam – que tipo de conhecimento, habilidades e aptidões serão importantes para um aluno em 2030?

“Inovação é a chave”, aponta Tuominen. “Em um mundo em transformação, pensamos que em 2030, por exemplo, os alunos precisarão estar capacitados tanto em termos de novas tecnologias e da ênfase na criatividade como também no desenvolvimento de habilidades emocionais, auto-conhecimento e pensamento crítico”, acrescenta ele.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A reunião recorde de pais é resultado de uma colaboração entre o Ministério da Educação e Cultura, o Sindicato dos Professores, a Associação de Pais de Alunos da Finlândia e o projeto HundrEd.

Mais de trinta mil pais já se inscreveram para participar do evento – e a ideia é transformar a iniciativa em um evento anual.

“Queremos um diálogo de alto nível e permanente sobre os fundamentos da educação do futuro. E mais do que nunca precisaremos de soluções criativas em consonância com a base do pensamento finlandês, que é uma educação em que o aluno tenha prazer em aprender”, destaca Saku Tuominen.

Alunos assumem papel de mestre 

Para alavancar o debate, a reunião de pais e mestres será aberta em todas as escolas com a exibição de vídeos curtos com a fala de especialistas e educadores sobre o curso das reformas a nível nacional, além de filmes sobre inovações que vêndo experimentadas em escala local.

Entre as iniciativas testadas em algumas escolas, será apresentado na reunião um projeto que inverte os papéis entre mestres e aprendizes: alunos estão dando aulas a professores sobre o uso mais eficiente de ferramentas como tablets, mídias sociais e câmeras digitais.

“Os resultados têm sido excelentes”, diz Saku Tuominen. “É uma forma eficaz e econômica de capacitar melhor os professores de cadeiras não ligadas à tecnologia, e que também cria laços mais estreitos entre professor e aluno.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na visão finlandesa, professores não deverão ser apenas provedores de informação, e os alunos não serão mais somente ouvintes passivos.

“Queremos que as escolas se tornem comunidades onde todos possam aprender uns com os outros, incluindo os adultos aprendendo com as crianças. Habilidades tecnológicas e codificação serão ensinadas juntamente com outros assuntos. Para apoiar os professores, também haverá tutores digitais”, diz Anneli Rautiainen, chefe da Unidade de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação finlandês.

Outra inovação a ser apresentada na reunião de pais é um projeto que vem sendo conduzido nas escolas da cidade de Lappeeenranta, no sudeste da Finlândia, para treinar os alunos em técnicas de solução de problemas. O projeto reúne uma equipe de psicólogos, especialistas e educadores.

“A ideia é capacitar os estudantes a desmistificar os problemas, e aprender a focar nas soluções”, explica Tuominen.

No raciocínio dos finlandeses, é preciso mudar a percepção sobre o que deve ser ensinado às crianças e o que elas necessitam para sobreviver numa sociedade e em um mercado de trabalho em rápida transformação.

“As escolas precisam se adaptar aos novos tempos e reconhecer que, com a revolução tecnológica e o impacto da globalização, as necessidades das crianças mudaram. É preciso incluir no currículo escolar temas como a empatia e o bem-estar do indivíduo, além de renovar os ambientes de ensino para motivar os alunos”, observa Kristiina Kumpulainen, professora de Pedagogia na Universidade da Finlândia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O novo currículo escolar adotado em 2016 já inclui um alentado programa de tecnologia de informação, assim como aulas sobre vida no trabalho. Parte dos livros escolares, assim como a maioria do material de ensino, são completamente digitais.

Diálogo

Pensar fora da caixa é a marca do bem-sucedido sistema de educação da Finlândia, que tem atraído legiões de especialistas estrangeiros para decifrar os métodos idealizados por este país de 5,4 milhões de habitantes.

Os dias são mais curtos nas escolas da Finlândia: são menos horas de aula do que em todas as demais nações industrializadas, segundo estatísticas da OECD. Em uma típica escola finlandesa, os alunos têm em média cerca de cinco aulas por dia.

Os estudantes finlandeses gastam ainda menos tempo fazendo trabalho de casa do que os colegas de todos os outros países: cerca de meia hora por dia. O sistema finlandês também não acredita na eficácia de uma alta frequência de provas e testes, que por isso são aplicados com pouca regularidade.

Apesar disso, a Finlândia brilha nos rankings globais de educação, ao lado dos países com melhor desempenho escolar do mundo.

E para os desafios dos novos tempos, os pais querem voz ativa.

Dialogar é preciso: para a presidente da Associação de Pais da Finlândia, Ulla Siimes, as tradicionais reuniões entre educadores autoritários e pais queixosos são coisa do passado.

“Quando perguntamos aos pais o que eles esperam das reuniões com professores, a resposta é que eles querem se sentir incluídos nas questões escolares, e não apenas receber relatórios sobre o que está sendo feito”, disse Siimes em entrevista à TV pública finlandesa YLE, ao destacar a importância da reunião de pais e mestres da próxima quarta-feira.

“A escola está mudando, e queremos que os pais sejam parte ativa dessa mudança. As experiências pessoais vivenciadas pelos pais décadas atrás podem influenciar as suas concepções sobre como as crianças devem ser educadas nas escolas, e precisamos atualizar nosso modo de pensar para adaptar as técnicas de ensino à realidade da nova era”, acrescentou ela.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A reunião também pretende informar os pais sobre os efeitos positivos de mudanças que já vêm sendo implementadas nas escolas do país, como a criação de salas de aula mais versáteis e flexíveis: paredes vêm sendo derrubadas para a criação de espaços de ensino em plano aberto, com divisórias transparentes. Em vez das tradicionais carteiras escolares, o mobiliário inclui sofás, pufes e bolas de pilates.

“No futuro, não haverá necessidade de salas de aula fechadas, e a aprendizagem acontecerá em todos os lugares” diz Anneli Rautiainen.

Outra aposta inovadora adotada no novo currículo escolar é o ensino baseado em fenômenos, que atualiza a tradicional divisão de matérias e dá mais espaço para que determinados temas – como por exemplo a Segunda Guerra Mundial – sejam trabalhados conjuntamente por professores de diferentes disciplinas.

Para quem aposta que inovações deste porte podem levar a Finlândia a perder posições em rankings mundiais como o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), os finlandeses dizem que não é isso que importa.

“A importância de rankings como o Pisa no pensamento finlandês é bastante insignificante. Eles são vistos como uma espécie de verificação de pressão sanguínea, que nos permitem considerar, ocasionalmente, a direção para onde estamos indo, mas os resultados dos testes não são nosso foco principal. O fator essencial é a informação que as crianças e os jovens vão precisar no futuro”, diz o educador finlandês Pasi Sahlberg.

Saku Tuominen: “Inovação é a chave”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Na Finlândia, o objetivo da educação não é obter sucesso no Pisa”, reforça Saku Tuominen, um dor organizadores da reunião de pais. “Nossa meta é ajudar as crianças e adolescentes a florescer e ter uma vida mais satisfatória”.

8 de Novembro de 2017

Veja também:

Vídeo: Como funciona o inovador sistema de educação da Finlândia

A diferença entre ser professor na Finlândia e no Brasil

O que o Brasil pode aprender em educação com a Finlândia

A receita do modelo educacional finlandês: pense diferente

 

 

 

 

 

244 thoughts on “Finlândia faz maior reunião de pais e professores do mundo para planejar educação do futuro

  1. Jose Mauro Martins says:

    Parabéns Finlândia, você preserva os seus filhos.
    Sabe Finlândia aqui no Brasil só tem assaltantes de futuro.
    E o pior, ninguém faz nada.
    Aqui o costume é cada defende o seu espaço, o resto que se dane.
    Finlândia agora me diz: o meu povo é bem covarde, não é?

  2. Carla Espinola Lima says:

    No Brasil temos professores semi analfabetos, sindicalizados, misturando educação com propaganda comunista. Temos alunos que não se interessam por nada, pais que não dão à educação a importância devida e um governo que não investe em educação ou ciência. O Brasil precisaria de pelo menos mais um século para chegar perto da educação da Finlândia. Se chegar.

    • Amós Peixe says:

      Propaganda comunista onde mulher? Como são semi-analfabetos e ao mesmo tempo fazem propaganda comunista? Ideias que a maioria nem sabe do que se trata. Mal sabem os espantalhos fantasiosos que espalham por aí. Veja não estou defendendo que seja bom ou ruim, mas como você diz numa mesma frase que os professores são semi-analfabetos e logo em seguida diz que divulgam uma ideologia que mal é citada em livros didáticos do ensino médio. Você é dessas que chama Paulo Freire de comunista? Olha.. má notícia pra você. Ele é estudado e considerado na educação finlandesa.

    • Job Diógenes Ribeiro Borges says:

      Ainda da tempo se esconder sua estupidez, e apagar o Post. Pois, naturalmente você não sabe como é a Finlândia, e nem sabe como é o sistema educacional Finlandes. Todos professores lá são sindicalizados, como também na Suécia. Na visão de imbecis, manipuladores ou manipulados, a Finlândia é comunista. Pois, tudo que essas pessoas como VOCÊ, falam sobre educação, é exatamente o contrário do que é a Finlândia.

    • Mah Daod says:

      Como assim? Eu semi-analfabeta? Esse teu comentário desprezível acabou até com o meu tesão de comentar algo construtivo sobre a matéria. Esse país está cheio de gente medíocre como a sua pessoa, passar bem.

    • Fabio Waldow says:

      A ideia é ótima, para os pais finlandeses, aqui seria uma desgraça. Imaginem estes pais doutrinados pelo MBL. Quanto a afirmação da Carla, a senhorita ou senhora, deveria fazer a experiência, indo até a escola pública mais próxima e indagar quem foi Karl Marx e o que ele escreveu. Talvez te surpreenda com a realidade e deixe de reproduzir este discursinho de merda.

    • Walysson Gutt says:

      A mulher fala em “semi-analfabetismo” e em seguida diz que os “semi-analfabetos” professores fazem propaganda comunista! kkkkkkkkkkkkkk Ê, Brasil, viu?! Kkkkkkkkk Cada comentário… Kkkkkkk E por falar em comunistas, a revolução russa, com todas as consequências negativas posteriores em relação à liberdade de expressão e bens de consumo limitados na década de 80, o que também ocorreu no capitalismo, não nos enganemos, acabou com o sistema feudal dos velhos czares e elevou a atrasada e analfabeta Rússia ao protagonismo econômico, científico, (bélico) e educacional pelo mundo! O que de engenheiro, físico, médico, astrofísico e educador saiu do Estado Comunista Soviético…

    • Fabio Lima says:

      Propaganda comunista … nossa, Carla Espinola … ou a preparação de pessoas que pensam e não ovelhas de um rebanho qualquer … ideologia é muito importante … e viva a revolução !!!

    • Fabio Waldow says:

      O Brasil esta neste buraco maldito, nesta dimensão paralela, onde dividimos tecnologias do século XXI com a cultura conservadora e moralista do século XVII – porque a classe média brasileira é muito ignorante e metida a entendida, uma farsa, um enorme embustice. A classe “patoxinha” quer opinar em tudo, mas não frequenta museus, não lê livros, não conhece política, porém, gosta de novelas e da programação besteirol da TV brasileira, se preocupa e discute sobre a vida do vilão e da mocinha da telenovela das 9 horas, e só lê horóscopo e receita para emagrecer em 20 dias. “O Manifesto Comunista”, de Karl Marx e Friedrich Engels, esta entre os dez livros mais solicitados nas principais universidades estadunidenses, no entanto aqui, os velhos impostores travestidos de novidade, ou juventude politica apartidária vinculada aos tradicionais PSDB, DEM e PMDB, impõe com facilidade, na cabeça oca desta gente, que deveríamos começar a queimar livros e pessoas que discordem da agenda neoliberal. Que futuro pode ter um país, onde a classe média, que possui as melhores chances de estudar, de ter acesso facilitado as informações, com tempo pra dedicar-se apenas a isso, sem preocupar-se em ter o que comer, o que vestir, onde dormir… Se esta gente privilegiada não junta lé com cré.

    • Adalberto Coutinho Leite says:

      O que é propaganda comunista na sua opinião CEL? O que é ser semi-analfabeto? Qual o problema de se ser sindicalizado?

      São comentários desconexos como esse seu que me faz acreditar que o Brasil está a muitos séculos de se chegar a uma consciência humana do que é ser educado.

    • Diogo Ferreira Silva says:

      Para finalizar os países escandinavos sao a referencia nao so da educação das da sociedade como um todo , aonde , se mostra na pratica que e possível construir uma sociedade justa e igualitária aonde capital e trabalho nao sejam inimigos mas existam em harmonia em prol do bem da nação. Somente investimento pesado em educação e esforço para leituras serias por parte da população e que levarão nossa nação a este entendimento.

    • Adalberto Coutinho Leite says:

      Ladislau Tallo Junior O que me faz chorar é alguém querer falar de educação e conjugar o verbo “fazer” num tempo inexistente (faram?). E não adianta editar e corrigir pois está copiado e colado (As escolas estaduais e municipais faram você chorar !). São coisas como esta que “FARÃO” muita gente chorar.

    • Amós Peixe says:

      O cara fala em meritocracia e repete discursos sabidamente falsos de memes na internet, comete erros inacreditáveis e quer criticar as escolas, que claramente ele nunca encarou com o mínimo de seriedade.

    • Fabiana Pizzo says:

      – Mãe, a professora falou que a gente deve lutar para construir uma sociedade livre, justa e solidária. Ela disse também que devemos erradicar a pobreza, a marginalização, as desigualdades sociais e que não podemos aceitar os preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade ou qualquer outra forma de discriminação.

      – Ai, meu Deus! Sua professora é comunista!

      – Não, mãe, esse é o artigo 3° da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

    • Janete Assis says:

      Jeanette Pierri Sou professora, NÂO sou politiqueira, e concordo com você: educação na acepção de “boas maneiras” é dever dos pais. Mas achar que a precarização da escola brasileira é fruto de descaso de professores supostamente “politizados” é reduzir muito a importância dos administradores responsáveis por isso. A escola paulista do 6º ano ao ensino médio, por exemplo, é administrada há vinte anos pelo mesmo partido (que NÂO é o PT, só para lembrar). Logo, podemos concluir que o estado lastimável em que se encontra deve ser responsabilidade desses administradores – ou não sabem o que fazem ou, sabendo, intencionalmente a querem destruída para privatizá-la… e isso não falo em aula, porque tenho muito conteúdo a ensinar, mas aqui, com cidadãos, podemos ser franca, né? Pelo menos acho que, ainda, o “escola-sem-partido” ainda não “amordaçou” o Facebook…

    • Ronaldo Occy says:

      a ignorancia começa pela pessoa da Claudia Espinola… Ha muitos anos atras, Monteiro Lobato escreveu um texto criticando um editorial do jornal Folha de S.Paulo, em que eles achavam um absurdo se construir muitas escolas, resposta do jornal as criticas de Lobato, ” se constroem muitas escolas quem ira pegar na enxada “. Lembremos que o Brasil foi o ultimo país da America Latina ate ter um universidade, pois os filhos das elites brasileiras iam estudar nas universidades europeias, termos uma educação precária é uma politica de estado no Brasil, pois isto tem muitas vantagens, como uma mão de obra barata, analfabetismo politico, plateias para Lucianos Hucks, etc, etc.

    • Rogério Militão says:

      Um século, Carla?????? Acho que nem daqui a outros 500 anos!!!! O Brasil, pela qualidade do seu povo (salvo raríssimas excepções), é um país que gosta de chafurdar na merda e vai continuando nela enquanto não aparecer um “ditador” (no bom sentido) que invista, na marra, em educação, saúde e segurança. Até lá, vão sonhando com uma Finlândia. A maioria acho que nem sabe que esse nome se refere a um PAÍS (com letra maiúscula mesmo)!!!!!!!

    • Marco Aurelio says:

      Gostei senhor Rogério do seu comentário,a educação na Finlândia está a “anos luz”do Brasil,a nossa cultura educacional é de subserviência às classes dominantes,ranço da oligarquia rural nordestina.Montriro Lobato foi essencial em seu fundamento pedagógico ao dizer que uma nação se faz com homens e livros,lapidar essa frase.

  3. Jean Meira says:

    Meu vcs tem muito que aprender.

    Vcs tem um transtorno psicológico onde querem definir como as pessoas devem ser.

    Não é melhor que os pais escolham o tipo de escola para seus filhos em um modelo concorrencial e privado?

    La na filandia pode ate dar certo pois tem 1 milhao de pessoas

    Aqui no brasil nao da pois tem 200 milhoes rs

    • Amós Peixe says:

      A escola finlandesa não diz como ninguém dever ser. Pelo contrário, cumpre o papel de escola e apresente conhecimentos e alternativas que cada pessoa escolher seu caminho. Cada escola é um infindável número de variedades e caminhos, tanto quanto sejam as pessoas. No modelo “concorrencial” privado, aí que as escolas se parecem mais umas com as outras mesmo. Quem for a favor da meritocracia via aprovar o modelo finlandes. Afinal, pra haver meritocracia as pessoas precisam partir do mesmo ponto e ter as mesmas chances. E por fim, não entendi qual a razão de não poder se adotado como modelo, em virtude do tamanho populacional. De que forma a quantidade de habitantes influencia nisso?

    • Thiago Cóstackz says:

      Não acho que o problema do Brasil é ter muita gente, mas sim uma falta de vontade de abandonar o obscurantismo e olhar para educação como algo que se transforma e que é livre de metas robóticas. Fico impressionado com a quantidade de brasileiros que acham que o estado não deve participar do debate ou ter a função de educar o cidadão. Eu definitivamente acredito nos modelos escandinavos, sobretudo o finlandês e o sueco.

    • Nilton Gonçalves Caboclo Caboclo says:

      Talvez a solução para a educação no Brasil seja inverter os investimentos. Aqui, investe-se muito nas Universidades e pouco nos Ensinos Fundamental e Médio, gerando inclusive uma disparidade muito grande nos salários dos professores, dificultando a que os professores do Ensino Básico aumentem o nível de seu conhecimento. Outra coisa, enquanto que na Finlândia oferece-se um alto nível de formação, aqui não há uma formação continuada ao alcance dos professores. E outra coisa, lá na Finlândia os alunos podem escolher o que vão estudar, enquanto que aqui, o MEC quer impor um currículo.

    • Gil Luz says:

      Jean Meira, sem ofensa, mas seu comentário revela apenas que VOCÊ tem muito o que aprender. Você pensa limitadamente, como os anunciantes de carrões de R$ 100 mil. Só enxergam os brasileiros de renda alta. Como é possível que a grande maioria dos pais brasileiros, com renda média de R$ 2 mil, possa “escolher um tipo de escola concorrencial, privado”?

  4. Marcello Della Donatello says:

    Ha muitos anos atras, Monteiro Lobato escreveu um texto criticando um editorial do jornal Folha de S.Paulo, em que eles achavam um absurdo se construir muitas escolas, resposta do jornal as criticas de Lobato, ” se constroem muitas escolas quem ira pegar na enxada “. Lembremos que o Brasil foi o ultimo país da America Latina ate ter um universidade, pois os filhos das elites brasileiras iam estudar nas universidades europeias, termos uma educação precária é uma politica de estado no Brasil, pois isto tem muitas vantagens, como uma mão de obra barata, analfabetismo politico, plateias para Lucianos Hucks, etc, etc.

  5. Marluce Araujo Santos says:

    E perdemos a esperança pois como dizer aos nossos alunos para estudar,que teram futuro melhor. Mas aí vem Presente:políticos corruptos que se safa a todo instante,justiça que estar do lado do que pode mais-desempargadora tirando seu filho da cadeia-,instituições que deveria dar exemplo de prática de honestidade… Tá difícil

  6. Carlos Laet de Souza says:

    A Finlândia fez uma opção pela educação. Escolas públicas de excelente nível. No Brasil, os liberais optaram por formar os filhos dos ricos e classe média alta em escolas tecnicistas e por uma escola de péssima qualidade para o povo. O que esta elite pretende é manter o país num estado colonial, no qual o povo é paupérrimo e ignorante e os ricos são alienados e escravocratas.

    • Rosa Maria Baldissera Japur says:

      Desculpa discordar, mas dizer que é política dos ricos? OS RICOS, que te referes incluem a classe média que paga a conta e se esforça para por seus filhos numa escola que ensina, educa e não doutrina, onde me incluo ! É POLITICA DOS POLITICOS, RICOS PELA IMUNIDADE PARLAMENTAR, PELAS MORDOMIAS E PARA MANTER O STATUS QUO, POVO IGNORANTE, QUE SE CONTENTA COM ESMOLAS E OS MANTÉM NO PODER!

    • Gil Luz says:

      Rosa Maria Baldissera Japur , os políticos a que se referes são eleitos para defenderem os RICOS, suas campanhas eleitorais são financiadas pelos RICOS, almoçam e jantam com os ricos. A maioria é de família RICA (fazendeiros, industriais, donos de rádios, tvs e jornais). Proporcionalmente em relação à suas rendas são os que MENOS impostos pagam. E a doutrinação a que você se refere é justamente a que os RICOS incutem há séculos nas crianças e jovens, com seus filmes e games de violência, onde só o indivíduo forte e bonito é que vence, com seus conceitos de obediência ao que está proposto (sem discutir – como no tempo da escravidão), com seu endeusamento à competição sem limites, ao sucesso, a roupas de grife, a carros e mansões de luxo, a músicas e gestuais importados dos países… RICOS. Pense!…

  7. Marlene Eugênia de Oliveira says:

    Quando nos defrontramos e compararmos com o ensino brasileiro é estarrecedora a nossa realidade.
    Como vamos competir quando temos professores fazendo greves, deixando os alunos fora das escolas durante meses?
    Na Finlândia já se preocupam com o aluno em 2030 e com inovações tecnológicas enquanto aqui estamos preocupados com ideologia de gênero é doutrinação dos alunos?
    Qual o nosso futuro? ??

  8. Roberto Mitsuaki Kumagai says:

    A Finlândia deve ter um sistema autoritário pois , como o PT e o sindicato dos professores propõe que os bebês , as crianças , os adolescentes sejam consultados para ver se eles aceitam o tipo de ensino proposto , esse governo não vai consultar a “clientela” , ou destinatário do ensino para propor o novo sistema de ensino . Vai fazer uma reunião de planejamento com pais e professores para a elaboração do novo projeto .

    • Jorge Assumpcao says:

      Escuta aqui o japonês você para falar em matéria de ensino e educação o PT inaugurou e criou muito mais em termos de universidades e ensino profissionalizante muito mais que tudo os governos juntos até hoje nessa baiúca
      Não vale seus argumentos furados.

    • Gil Luz says:

      Não é bem assim que funciona. O povo alemão e o japonês eram bastante instruídos antes da 2ª Guerra, que apoiaram fortemente. Não lhes era permitido raciocinar, pensar, discutir, acompanhar os rumos de sua sociedade. Era ensinado a eles a Matemática, a Gramática e a OBEDIÊNCIA aos padrões vigentes, Deu no que deu…

  9. Vera Rocha says:

    O processo educacional não ocorre de forma eficiente sem a participação de família e escola. Esse é um dos grandes desafios em países como o nosso, onde quem paga delega à escola e quem não paga delega ao Estado. A importância dada à educação não aumenta de um dia para o outro, é uma construção…

  10. Lena Poltronieri says:

    Como um país que nem o Brasil, cuja maioria dos pais são carentes de tido, inclusive de cultura, nao funciona. O governo, juntamente com os segmentos da sociedade formadores de opinião, deverão fazer esse papel; definir o que deve ou não ser ensinado nas escolas, inclusive para as particulares!

  11. Carla Espinola Lima says:

    Gente, não precisa ser inteligente ou bem alfabetizado para ser esquerdista. Basta repetir as besteiras de sempre como mantra “fora temer”, “facista”, “Dilmãe”, “bolsa família”, “Che Guevara foi um herói”. Semi analfabetos sim, muitos. Já recebi na agenda do meu filho um bilhete com a palavra “chichi”. Já vi professor falando “tira os pé de cima da cadeira”, demonstrando o bom domínio de concordância. Existem excelentes professores também. A do meu filho, no ano passado, era excelente, culta, organizada, exigente. Mas não é maioria…

  12. Jorge Márcio Daniel says:

    Há alguns minutos postei o seguinte, sem discutir púbico ou privado, porque, em essência, segundo a perspectiva de seres livres, cada um deveria ter a possibilidade optar por um ou outro, se a incompetência do Estado, a corrupção e o corporativismo não tivessem gerado o mais medíocre dos resultados para os jovens, desviando a atenção para a solução privada, que enquanto solução geral sempre se mostrará excludente. Independentemente disso é bastante complexo e desafiador lidar com o desconhecido. A proposta da mudança na metodologia de ensino-aprendizagem, até por ser algo intangível, não permite que os benefícios ou ganhos fiquem claros.

    Os avanços reais e seus benefícios devem ser amplamente divulgados, o que também é um desafio.

    O desnível cultural se apresenta como uma grande barreira, aliada do corporativismo e das propostas de doutrinação.

    A verdade é que o protagonismo de quem aprende já não é um sonho. Há milhares de facilitadores operando a aprendizagem através da dissonância cognitiva, que surge como incentivo à busca e sistematização do conhecimento e do desenvolvimento de hábitos e atitudes positivos, com visão de inclusão social e cidadania.

    Diferente do que a grande maioria pensa, os questionamentos e cursos livres, disponíveis 24×7 dirigem o autodidatismo, que pode ser orientado por facilitadores.

    Estamos longe de uma solução sistêmica, que talvez inexista por alguns anos, mas estamos mergulhados em uma fábrica de conhecimentos cujos “produtos” não sabemos muito bem como utilizar.

    O ser humano quer respostas estáticas para perguntas que trazem à tona a verdadeira face da mudança e para a qual prefere, no primeiro momento, estabelecer uma relação de descrença.

    Salas de aula são a antítese do nosso tempo. Na sala tudo se resume a poucas mentes e aula encerra o conceito dissonante da discussão, que nos moldes passados ainda vigentes se encerram na mente de um “professor”. O modelo plural é rejeitado por ignorância, a mesma que rege a manutenção dos grupos de poder aqui e no mundo.

    Assim caminha a humanidade e é neste caminho que a descontinuidade marca os períodos de transição. Estamos no meio do caos, mesmo que não percebamos. A soluções estão disponíveis, mas ainda não foram compreendidas. Essa pode ser uma discussão mais produtiva, pois temos o ônus do bônus que nos foi subtraído.

    • Paulo Montenegro Marsiglia says:

      Socorro! Se alguém compreendeu ao menos uma simples frase deste texto, por favor; ajudem-me a entendê-lo; se isto for possível!
      Este post constitui, para mim, apenas uma coleção de palavras e frases de efeito. Uma verdadeira “verborragia”, criada com o (ridículo) propósito de valorizar a sua opinião e produzir, nos mais incautos, a ideia de que o autor do texto é um autêntico mestre na arte da retórica.
      Será que somente eu não vi absolutamente nenhum nexo em tudo que você escreveu, nem correlação entre as diversas palavras, frases e parágrafos do seu texto?
      Entre tantas “joias” que você escreveu, cito apenas algumas:
      “Assim caminha a humanidade” foi demais. Você não poderia utilizar uma forma mais fantástica e sensacionalista do que o título do grande sucesso cinematográfico produzido em Hollywood para abrilhantar o seu texto.
      “Diferente do que a grande maioria pensa, os questionamentos e cursos livres, disponíveis 24×7 dirigem o autodidatismo, que pode ser orientado por facilitadores”. (?).
      Você encerra seu texto com a seguinte “pérola”:
      “Essa pode ser uma discussão mais produtiva, pois temos o ônus do bônus que nos foi subtraído”. (?).

  13. Márcio Joaquim Gomes Barros says:

    Enquanto os finlandeses estão preocupados com a capacitação de professores, pais e alunos visando preparar os alunos para o ambiente de trabalho e empreendedorismo em 2030, no Brasil do atraso e da alienação os “intelectuais” da (des)educação ficam nas eternas masturbações mentais das teorias “de gênero”, das “ideologias” zumbís, da “elevada e fecunda” cultura “musical e poética” do funk e do sertanejo “universitário” e outras bandeiras idiotas, alucinadas (e sem nenhum valor estratégico para o futuro dos nossos jovens e do Brasil) pregadas pelos trogloditas esquerdistas e pelos políticos “religiosos”, todos unicamente preocupados em arranjar um jeitinho de distribuir empregos e salários públicos para seus apaniguados e seguidores (uns fanáticos e muitos oportunistas), especialmente em vésperas de eleições … VERGONHA! NOJO!

  14. Jorge Melo says:

    Aqui as escolas estão ensinando como ser lgbt kkkkkkkkkkkkkkkkk E o entendido ainda diz que a Finlândia é do tamanho só Ceará…….como se lá fosse uma maravilha kkkk vai Brasil!!!!!

  15. Eduardo Vitorino says:

    Se tentasse algo assim aqui, o MBL diria que é comunismo, o coxinhas protestavam, onde já se vil, o filho de um pobre na mesma escola que o filho do rico, as panelas ressoavam. Somos o que somos graças aos coxinhas.

  16. Ronaldo Occy says:

    na Finlandia , ha anos cuidando muito bem de sua educação publica… aqui no Brasil com escolas , alunos e professores largados a própria sorte, o governo faria uma reunião para que? o povo falaria , mas nada mudaria.

  17. Ricardo Alvarenga says:

    Temos ótimos professores no Brasil. O que acontece é a falta de apoio do Governo principalmente do Ministério da Educação, primeiro com o salário deles que é uma vergonha, deveria sim terem os professores autonomia para que através deles as escolas desempenhem o papel delas.

    • Gil Luz says:

      O Brasil tem mais de 3 milhões de professores, grande parte formados antes dos governos do PT. Foram todos politizados? Como, deram pra eles alguma pastilha misturada em suas refeições ou ameaçaram suas famílias caso não “politizassem”? Arre!!!

  18. Nanci Oliveira Nader says:

    Não importa o tamanho do país, a vontade de fortalecer a educação para benefícios pode existir em qualquer lugar. Se temos o país, o estado o município e cada um tem suas obrigações para com a escola e educação, basta cada um fazer o dever.

  19. Eliane Lemos says:

    NESSA REPUBLIQUETA DE MERDA, O QUE TÊM PREVALECIDO É O DESMONTE DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS, O DESMONTE DA EDUCAÇÃO PÚBLICA, DOS HOSPITAIS, DAS UNIDADES DE PESQUISA E COMPRA DE DEPUTADOS. O JUDICIÁRIO ASSISTE A TUDO ISSO, SEM A CONSCIÊNCIA PESADA. ENTREGA DO PATRIMÔNIO A PREÇO DE BANANA, À MAIORIA DO EXECUTIVO SEM RECEBER SALÁRIOS E DÉCIMO TERCEIRO. DESINVESTIMENTO DE TUDO. PEC DA MORTE, QUEBRA DA CLT, REFORMA DA PREVIDÊNCIA. DE TÃO BOA, QUE NÃO ENTROU O JUDICIÁRIO, O LEGISLATIVO E FORÇAS ARMADAS. A BANCADA RELIGIOSA VOTANDO À FAVOR DESSA PUTARIA TODA. O BRASIL TEM EXCELÊNCIA EM VENDILHÕES DA PÁTRIA.

  20. Dalva Dias Magalhães says:

    Na Finlândia, a educação? é prioridade. Por isso atingem níveis máximos de excelência. Professores são profissionais respeitados e valorizados. Estão sempre buscando métodos novos, novas práticas cada vez mais eficientes. Quem dera o Brasil tomasse isso como exemplo.

  21. Deuseles Montenegro says:

    Não se pode negar que a Instrução (não confundir com Educação que deveria ficar a cargo da família) é muito precária, em meu entender por ter muitos penduricalhos de grande irrelevância que tomam o tempo do ensino do que é mais básico e relevante. Mas comparar Finlândia com Brasil é fora de propósito, pois aquele maravilhoso país tem uma população total menor que a metade de somente do município de São Paulo e lá crianças vão se tornando coisas raras cada vez mais. Uma escola construída lá há mais de um século é hoje considerada grande. Aqui…

  22. Gil Luz says:

    Trechos extraídos de um artigo do DCM sobre a Educação na Finlândia: “1)Todas as crianças têm direito ao mesmo ensino. Não importa se é o filho do premiê ou do porteiro.
    2)Todas as escolas são públicas, e oferecem, além do ensino, serviços médicos e dentários, e também comida.
    3) Os professores são extraídos dos 10% mais bem colocados entre os graduados.
    4) As crianças têm um professor particular disponível para casos em que necessitem de reforço.
    5) Nos primeiros anos de aprendizado, as crianças não são submetidas a nenhum teste.
    6) Os alunos são instados a falar mais que os professores nas salas de aula. (Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que 85% do tempo numa sala é o professor que fala.)
    Isto é uma amostra, apenas.
    Claro que, para fazer isso, são necessários recursos. A carga tributária na Finlândia é de cerca de 50% do PIB. (No México, é 20%. No Brasil, 35%.).” É só o Brasil fazer igual. SÓ…

  23. Arilton Arruda says:

    Qualquer uma das crianças finlandesas ou outro país interessado em que seu povo seja educado e com acesso à uma educação de excelência, saberá escrever quantas pautas forem necessárias sobre a diferença entre Libra e Libras.

  24. Edi Hister says:

    A cultura e educação tem histórico mais avançado pela preocupação mais concreta e honesta daquilo que é primordial: o desenvolvimento das faculdades humanas baseado no pensamento e na filosofia de uma sociedade com políticas públicas de responsabilidades sociais de sua nação livre e democrática. As coisas boas e importantes o Brasil deve estudar possibilidades concretas e avançadas. Eis o momento crucial. Quebrar os paradigmas conservadores…

  25. Lorenzzo Zonta says:

    Igualdade , seja de oportunidade, não é algo muio aceito no Brasil, irão dizer que é comunismo.
    Um país que gere as finanças da educação, apoiando todos igualmente, deixando de investir naquela mineradora de destroi o meio ambiente, pra investir em educaçao igualitária. Seria algo dos “esquerdopatas”. Ilógico para uma pessoa “falsa conservadora”, entender como um país, não tem escola privada…

  26. Bruno Spin says:

    Na verdade, a precarização do sistema educacional do Brasil não é um problema, é um projeto. É muito conveniente para nossos políticos e empresários terem um grande contigente de pessoas sem qualificação. Para os primeiros, significam eleitores sem conscientização, para os últimos, mão de obra barata.

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